terça-feira, 8 de janeiro de 2008

balões


É pá... não sei se isto é suficientemente interessante para um post... mas anda a inquietar-me uma ideia.
Quando eu era (mais) pequena havia senhores na baixa de Coimbra a vender balões. O que é feito dos senhores que vendem balões?!? Era um feito histórico quando conseguia convencer a minha mãe a comprar-me um balão e depois tinha que o atar ao pulso (menos daquela vez em que ela me comprou três balões e eu "sem querer" os deixava voar... ao quarto balão fiquei com uma recordação bem mais física desse dia!)

Mas a questão de fundo aqui é: O que é feito dos senhores que vendem balões?

(NOTA: para aqueles que estão a perguntar o que é que os balões têm a ver com o mergulho, a resposta parece-me óbvia, mas ainda assim aqui vai: os balões são cheios com hélio que está contido numa garrafa/botija. No mergulho também existem garrafas/.... com gás!)

sábado, 5 de janeiro de 2008

Navio Naufragado



Depois de uma temporada a contar grãos de areia, já estava quase a chegar ao fim e... enganei-me!
Então resolvi voltar!

Antes de mais impõe-se desejar a todos um 2008 muito, muito, muito feliz e como o blog é dedicado ao Mar (neste caso da Chincha), resolvi deixar um miminho para adoçar a entrada neste novo ano!
Se bem me lembro, as nossas primeira conversas, ainda antes de ficarmos todos atordoados com a magia da falta de gravidade e das cores e formas improváveis, eram sobre assuntos bem mais prosaicos: o trabalho e como torná-lo mais agradável (ver título do post). Por isso, e porque me lembro muitas vezes de vocês (e porque fui à FNAC e comprei um livrinho lindo), deixo-vos este poema como prenda para todos, como um brinde aos sonhos!

Navio Naufragado

Vinha de um mundo
Sonoro, nítido e denso.
E agora o mar o guarda no seu fundo
Silencioso e suspenso.

É um esqueleto branco o capitão,
Branco como as areias,
Tem duas conchas na mão
Tem algas em vez de veias
E uma medusa em vez de coração.

Em seu redor as grutas de mil cores
Tomam formas incertas quase ausentes
E a cor das águas toma a cor das flores
E os animais são mudos, transparentes.

E os corpos espalhados nas areias
Tremem à passagem das sereias,
As sereias leves de cabelos roxos
Que têm olhos vagos e ausentes
E verdes como os olhos dos videntes.

(Sophia)


... o que eu não dava para encontrar um "poema" destes no fundo do nosso Mar!

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Boas Festas


O Caeser - Natal (e a dona) desejam a todos os chincheiros, amantes do mergulho e afins, um feliz e Santo Natal, e que em 2008 todos os vossos desejos se realizem.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Chincha ao Mar! as fotos!




Já faltavam algumas fotos do pessoal em acção no mar. Agora sim há mouro na costa!
Baía da Armação (Sesimbra)

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Feliz Natal...

pois é o friozinho está a apertar, a chuvinha chegou mas... o nosso jantarzinho de Natal com os grandes masters do Deep Dive esteve bem animado e quentinho!!!

começou com todos muito bem comportadinhos ...

muito atentos sim senhor ao "briefing" das travessas e garrafas...

mas também com poses muito alegres e descontraídas...


mas enfim, com o passar dos minutinhos começaram-se a descobrir novas c... digo novas facetas ....


eh lá...


eh eh eh eh eh eh eh ...

ah sim... a comidinha estava bem boa...

a caldeirada foi servida pelo Grande Chefe ...

e para terminar a sopa de moranguinho...



com votos de muitos mergulhos no sapatinho

desejo-vos a todos vós um grande, próspero e "profundo" mergulho em 2008.

CHEERS AMIGOS!!!

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Mergulhadores certificados

Ora bem, este já está!

Domingo foi um dia histórico para alguns dos Chincheiros, já que acabámos o Open Water!!


(Ena, Ena... os peixinhos que se cuidem!)

Somos já "mergulhadores" certificados - o que me parece muito bem – apesar das condições do mar não serem as melhores, isto de acordo com os entendidos, já que para nós (maçaricos) foram as segundas melhores condições de mar que já alguma vez vimos... o que pode ter a ver com o facto de só termos ido mergulhar 2 vezes...

Lá fizemos os exercícios sempre com a corrente a fazer-nos dançar de um lado para o outro, e com milhares de espectadores a verem as nossas figurinhas tristes, do género: não conseguir descer no início do mergulho, não conseguir parar de subir a meio do mergulho... o que vale é que os peixinhos pequeninos só têm 3 segundos de memória e por isso a esta altura nós já não existimos no passado deles, para os maiores, o trauma vai demorar mais tempo a passar!
Mais uma vez a experiência foi fantástica e tendo em conta (ou não) o frio que estava fora de água, eu até me arriscava a dizer, que durante as 2 horitas de mergulho, não havia lugar no mundo onde eu preferisse estar!

Desta vez apercebi-me, e acho que consigo pôr em palavras, duas das coisas que são mais cativantes para mim debaixo de água:
1- Temos a possibilidade de vermos a vida selvagem tal como ela é, ao vivo a cores e a poucos centímetros de distância. Tipo cena da National Geographic em que nós somos os repórteres.
2- Ter a consciência que estamos a curtir a nossa onda e que os peixinhos, estrelas do mar, anémonas e afins, estão-se a marimbar para nós em todas as dimensões possíveis imaginárias... é impossível imaginar outro lugar em que isto possa acontecer!
...as restantes (coisas cativantes), ainda precisam de mais mergulhos para ser possível concretizar de forma clara porque é tão bom merglhar e se tudo correr bem, essa será uma tarefa interminável!

Esta odisseia, começada em Agosto, terminou com o saldo para além de positivo. Acredito mesmo que para alguns de nós (eu pelo menos...) implicou uma mudança no modo de encarar o que se passa à nossa volta, já que agora conhecemos um lugar em que a realidade é bem mais mágica.

Só tenho pena que sejamos uns bichinhos tão terráqueos e que os nossos ouvidinhos, que tanta falta nos fazem, não sejam compatíveis com a água e com a profundidade... aqui a piquena, vai ter que ficar durante os próximos tempos a curar uma otite manhosa (o médico falou qualquer coisa tipo “hemorragia”...) e um pouquinho dolorosa que resultou mesmo da inconsciência e da vontade de não voltar tão cedo à tona, contrariando as orientações claras e precisas dos nossos brilhantes instrutores... Ainda assim, não trocava a dor de ouvidos e os 600km (Coimbra-Sesimbra-Coimbra) por nada do que aconteceu nesse dia!

Agora é mergulhar muito e avançar para o Advanced!

Entretanto e seguindo a sugestão do Tz, vamos ver se conseguimos limar as nossas falhas em Cabo Verde ou num lugar equivalente, que segundo o mestre é o ideal para jovens maçaricos... e os jovens maçaricos concordam!


(escolher o melhor maçarico!)