terça-feira, 18 de novembro de 2008

Foi assim

Não há como ser marinheira de primeira viagem, para as coisas terem outro encanto, ou terem o encanto que realmente têm... tenho que esperar pela segunda viagem para confirmar ou não esta teoria.



Em relação a este "live a board" só me ocorre uma frase: uma experiência para a vida, do principio ao fim! Mais uma vez o mergulho serviu para perceber que muitas vezes nos impomos limites de forma inconsciente e rígida e só em momentos destes é que percebemos que afinal podemos ir muito alem do que pensamos! Um exemplo: há dois anos nunca me imaginava com uma garrafa às costas e a respirar por um tubinho dentro de água; há um ano, depois de superada essa convicção inicial, nunca diria que ia atravessar meio mundo e mergulhar com tubarões que não faziam parte do grupo de animais a conviver! Acho que é por isso que gosto de mergulhar... porque vou superando barreiras e obstáculos que me imponho (ou nos impõem) e sinto-me a cada vitória, cada vez melhor!



Mas sobre as Maldivas... não sei por onde começar! Se pelas cores HD, se pelo calor, se pelo azul da água, se pelo convívio no barco, se pelo reforçar das antigas amizade e o despertar de outras... mas vou tentar!

Não é fácil chegar ao paraíso! São precisas três escalas, horas em aeroportos (de onde não se pode sair) e puxar vezes sem fim os limites da paciência! Quando chegamos, somos recebidos com um bafo quente e húmido que nos dificulta as primeiras inspirações... mas como ficou comprovado, habituamo-nos a tudo! O impacto do azul da água é o primeiro prenúncio de que as cores tropicais e asiáticas vão ter que ser apre(e)ndidas, pelo menos para quem como eu nunca se tinha aventurado para estas latitudes. Nesta altura, o alivio de ter terminado a viagem e a excitação para percebermos aquilo que nos espera, ainda não deixa desfrutar convenientemente do que nos rodeia. Aos poucos, principalmente depois de arrumarmos os chinelos na prateleira (de onde só vão sair para a caminhada de regresso a casa) lá tomamos consciência de que esta realidade quente e descontraída vai ser a nossa pelos próximos dias.



Os receios de que a vida no barco possa ser monótona, vão ficando cada vez mais pequenos. Os dias deixam de ter 24h e passam a ter 3 mergulhos, refeições extraordinárias, sestas retemperadoras, o contemplar do pôr do sol (sempre lindo e apaziguador), o convívio em tons de "non-sense", discussões musicais, perseguições a tubarões baleia e a intercalar tudo isto, mergulhos com os "bar" que cada um consegue reunir nos pulmões! Se isto não bastasse, ainda tivemos direito a mimos daqueles que nos aquecem o coração! Quem é que no meio da concretização de tantos sonhos, ainda vai ter a pretensão de desejar um jantar iluminado com velas, numa ilha deserta, aquecido com a emoção de quem se sente no meio de almas que sentem o mesmo e com o direito a uma Lua quase cheia de pura alegria e paz... alguém me disse que não sabia o que tinha feito para merecer tudo aquilo... seja o que for, valeu muito muito a pena!



Os mergulhos, o que nos levou ao outro lado do mundo, valeram todos os momentos de ansiedade e antecipação! Não ficou nada por ver! Tubarões, tartarugas, mantas, raias, stone fish, lion fish e tudo o que para além da vista a imaginação conseguisse alcançar! Para não falar dos corais que pareciam vindos directamente das páginas de um livro infantil! A magia de quem vive no mar e do mar (Mohamed) só tornou a fantasia ainda mais real e se todos os planos B fossem assim, então acredito que o plano A passasse a ser apenas um recurso! Mais uma vez ressurge a sensação de companheirismo entre os buddies, que ajudam a tornar a visibilidade melhor e as emoções ainda mais à flor da pele! Afinal, tanta beleza junta tem mesmo que ser partilhada! E quando é partilhada por um grupo como o que os astros reuniram nesta travessia, então tudo o que de bom aconteceu multiplica-se por 17 e a viagem de extraordinária passa a uma memoria daquelas que ocupam em nós os espaços mais preciosos!

Valeu por cada momento, valeu cada sacrifício! E continua a valer!

A prosa já vai longa e a cair na lamechice... por isso vou ficar por aqui e esperar para descer à terra, ainda que continue a sentir o barco a embalar-me!

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Pronto é oficial....


No corrente, no shark.

Pois é amigos, após 10 fantásticos dias de viagem ao paraíso, a Chincha está de volta, e acreditem que não é por vontade própria.
Conforme escreveu o nosso amigo Carlos no Easy Diver, foi bom, muito bom. Tivemos direito a menu completo e a self-service, tudo ao mesmo tempo. 5 tubarões baleia, 3 manta ray, eagle ray, moreias, tubarões, lion fish, peixe-pedra, peixes de várias cores e feitios, houve lugar para tudo, e em quantidade.

Claro que o sucesso da divetrip se deve não só aos fantásticos mergulhos que fizemos, guiados pelo grande Mohamed, mas também ao grupinho 5*, composto pelos 17 magníficos, que tornaram esta viagem verdadeiramente inesquecível. Desde show de focas amestradas (Chiquita e Joli) pelo tratador Afonso, a concurso "borda fora", a sessões de "Disco Sound", passando por torneios de sueca e por grandes serões nocturnos, tudo foi regado com doses industriais de bom disposição e companheirismo.

Há medida que o tempo for passando, as histórias, os promenores, as curiosidades vão surgindo, pelo que também convidamos a todos os que queiram partilhar as fotos, histórias, relatos, etc., a enviarem-nos por mail (jcaeser@hotmail.com), que serão publicados aqui na Chincha.
Agora que o Jet Leg está quase vencido e que o mundo voltou a ser real, resta-nos seguir o plano A, porque o B ("No corrent, No Shark") ficou do outro lado do mundo, a aguardar pelo nosso regresso.


domingo, 2 de novembro de 2008

O buddy Justin Case!

Personalidade recente do mundo do mergulho, nos últimos dias, a sua fama tem-se espalhado quase além fronteiras, tanto que "alguns" já o ameaçaram de ser atirado borda fora na próxima divetrip.

Apesar de incompreendido, o nosso buddy Justin Case diz que não desiste, e até já se propôs para chincheiro honorário. Como prova de boa vontade, enviou-nos a sua foto, para que os restantes buddys possam, finalmente, saber quem (ou como) ele é.

Aqui fica uma foto do dito, que, de acordo com o site, faz parte de uma seita qualquer. (ME - DO)

O programa das festas!

Não desfazendo do programa de festas já proposto no Easy, aqui fica o plano de vôo para aquele fantástico arquipélago, para o qual vamos rumar em menos de 60 horas :)

Ponto de encontro - 5.00h no aeroporto da Portela: 5 de Novembro.

E a festa começa com 24 h de vôo que vão passar num instante:

7.10h - Lisboa / Heathrow (Londres): British Airways (BA).

10.00h - Chegada a Londres,

15.35h - Partida para Colombo(Sry Lanka): SriLankan Airlynes (UL).

06.20h - Chegada a Colombo.

07.05h - Partida para Malé (Maldivas): SriLankan Airlynes (UL).

08.10: Chegada às Maldivas.

O plano de volta não ponho por razões óbvias, mas chegamos na sexta-feira, dia 14 de Novembro pelas 15.35 e voltamos por Frankfurt.

Quem está a ler este post, diga quantas horas faltam neste preciso momento.

Diving its definitely fun :D

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Hoje é sobre o clima

Ainda na senda da divulgação de informações pertinentes, resolvi apresentar alguns factos interessantes sobre o clima. Desta feita, e seguindo o padrão de aleatoridade (não sei se esta palavra existe) escolhi caracterizar o clima de um país constituido por um conjunto de ilhas no continente asiático, conhecido por "Maldivas".


Climate of Maldives

Maldives is located at the equator and experiences monsoonal climate. Maldives has two distinct seasons; dry season (northeast monsoon) and wet season (southwest monsoon). In these two seasons the temperature varies hardly. Northeast monsoon extends from January to March. Since Maldives consists of small islands and are surrounded by seas, hot days are often tempered by cooling sea breezes and balmy evening temperatures. Throughout the year, temperature remains almost same in the Maldives. However, daily temperature ranges from around 31 degrees Celsius in daytime to 23 degrees Celsius in nighttime. The mean daily maximum temperature for Central parts (Hulhule) of the Maldives is 30.5 degrees Celsius and minimum temperature is 25.7 degrees Celsius. On the other hand, mean daily maximum and minimum temperature for South (Gan) is 30.9 and 24.5 degree Celsius, respectively. Furthermore, mean daily maximum and minimum temperature for North (Hanimaadhoo) is 30.7 and 25.2 degrees Celsius, respectively. The highest temperature ever recorded in the Maldives was 36.8°C, recorded on 19 May 1991 at Kadhdhoo Meteorological Office. Likewise, the minimum temperature ever recorded in the Maldives was 17.2°C, recorded at the National Meteorological Centre on 11th April 1978. The wet season- southwest monsoon runs from mid-May to November. In this season Maldives experiences torrential rain. Central, Southern and Northern parts of the Maldives receive annual average rainfall of 1924.7mm, 2277.8mm, and 1786.4mm, respectively. The highest rainfall ever recorded in the Maldives with in 24 hour period was recorded on 9th July 2002 at Kaadedhdhoo Meteorological Office and amounts to 219.8mm of rainfall. The fact that the Maldives is located at the equator, Maldives receives plentiful of sunshine through out the year. On average Southern atolls (Gan) of the Maldives receives 2704.07 hours of sunshine each year. Furthermore, on average central (Hulhule) parts of the country receives 2784.51 hours of sunshine per year.


in http://www.meteorology.gov.mv/

sábado, 25 de outubro de 2008

Life aquatic

Um filme com a cara da Chinhca!!!



Eu vi e adorei!... para variar, lá tive de chorar!!! :S
(e a banda sonora... fantástica!)